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A Grécia possui 130 mil hectares de vinhedos, sendo 70 mil de Vitis Viníferas (uvas que produzem vinho fino). Hoje falaremos sobre os vinhos que provei na degustação do dia 04 de maio.

1º White Dot – Ele é da região do Peloponeso, parte Continental da Grécia, se apresenta como um vinho fresco com aromas florais, e é produzido a partir das uvas Moschofilero e Malagousia. Além disso, o While Dot pode ser facilmente harmonizado com saladas e grelhados.

2º Strofilia Savvatiano – Trata-se de um monovarietal, ou seja, única casta utilizada em produção. Savvatiano. Ele é vinho sutil, de baixa acidez, que harmoniza muito bem com molhos brancos, carne branca e queijos leves .

3º Mountain Fish – Fácil de beber, embora sua uva – Agiorgitiko – seja de difícil pronúncia; é uma casta muito utilizada para produzir vinhos tintos. O Mountain Fish é de uma região montanhosa e apresenta um vinho mais equilibrado, com aromas de frutas vermelhas e toques de pimenta preta e cravo. Ele é uma ótima pedida para harmonizar com pizza ou massas ao molho bolonhesa.

4º States Crossroads – Vinho tinto que é um blend, isto é, uma mistura de Agiorgitiko com a já conhecida uva Shiraz. Ele é bem equilibrado, com toque de frutas vermelhas e possui tanino(s) aveludado(s) e redondo(s). É uma boa opção para acompanhar carnes assadas e massas

5º Strofilia Nomea – Vinho tinto 100% Agiorgitiko, (uma das Casta mais utilizadaS para produção de vinhos tintos) é encorpado e equilibrado. Têm aromas de especiarias, frutas vermelhas, e é ótimo para ser tomado a dois. Uma curiosidade sobre a Agiorgitiko, é que ela é conhecida como o sangue de Hércules (herói da cultura greco-romana). Diz a lenda que após matar o leão de Nemeia, ele saciou sua sede tomando o vinho de Nemeia.

Texto de Camila Rosa, adaptado por Bruno Barra.


Pois é, existem duas versões desta uva, e aqui vou explicar a diferença entre elas para que você possa fazer a melhor escolha na hora de comprar seu vinho. O tipo mais famoso e, provavelmente, o que você devia pensar que era o único, é a Riesling Renana – ela quase dispensa apresentações, porque é a queridinha de qualquer amante de vinho em todo o mundo. Estudos apontam que ela se originou na Alemanha, e os vinhos feitos com essa uva são muito cobiçados. Apesar disso, ela é plantada em várias regiões do mundo, e se comporta de modo diferente a depender do clima de cada região. Além do mais, existem vários estilos de vinho feitos com essa uva: desde os mais secos, como o trocken; até os mais doces, que são estilos de sobremesa, como é o caso do trockenbeerenauslese. Os aromas dessa uva são inconfundíveis, as mais frutadas lembram damasco, nectarina, pêssego, maçã, pêra, abacaxi e limão. Existem também as Riesling(s) com aromas de ervas, especiarias, flores e minerais; essas, quando estão envelhecidas, ganham aquele clássico e polêmico cheiro de diesel, gasolina. De modo geral, elas mantêm uma acidez alta, pois essa é a espinha dorsal para ter um vinho que fique equilibrado no paladar.
Bom, e a outra Riesling? O seu primeiro nome é o mesmo, no entanto, não tem nenhuma ligação com a de origem alemã. Não se sabe ao certo qual sua gênese, mas estudos teorizam que ela veio da Croácia ou do norte da Itália. Além destes países, sua plantação está concentrada na Áustria, Hungria e em outros lugares da Europa central e ocidental. Ela é chamada de Welschriesling, e tem sinônimos como Grasevina ou Riesling Itálico – como você já deve ter visto em algum rótulo. Independentemente do nome que você dê, esta uva possui características totalmente diferentes da primeira: os vinhos feitos com a Riesling
Itálico são mais neutros, e abrangem vários níveis de qualidade. Aqui no Brasil, ela é muito utilizada na produção de espumantes e vinhos de entrada. O aroma traz notas frutadas de maçã verde e frutas cítricas. No paladar, os vinhos se mostram leves e com alta acidez.
Agora que você sabe da diferença entre essas uvas, não espere a complexidade e a elegância dos vinhos feitos com a Riesling Renano quando se compra um vinho elaborado com a Riesling Itálico. A segunda irá te entregar um estilo mais simples, leve e descompromissado. Ambas têm suas qualidades, e podem ser utilizadas da melhor forma, a depender da ocasião e de sua necessidade. Vale dizer que, via de regra, os vinhos feitos com a Renano costumam ter um custo mais elevado do que os feitos com a Itálico. Espero que sejam felizes em suas escolhas!

Texto feito por Kaio Alves e adaptado por Bruno Barra


Trecho de uma pequena aventura

🍎A saga continua👣👣👣
Nosso domingo começou ótimo e acabou bem mais ou menos. Mas na média, foi um good sunday. 🌻
O show do coral do Harlem foi sensacional!! E o meu showzinho particular?? Botaram alguma coisa no meu suco de laranja, só pode. As imagens não mentem e estão aí, pra quem quiser ver. Fazer o que?💃🏽✨ depois fomos circular pela 5a Av. As meninas foram visitar a Madame Tussauds e eu, que não tava a fim de ver gente de cera, fiquei sentada num café vendo a correnteza de gente de verdade, que não para nunca. E é cada gente mais gente que a outra, cada uma mais indescritível que a outra😎. Depois pegamos o trem para ver o mar. Longe pra caramba mas fazendo vontade de filha! Coney Island beach. É que lá, tem a maior roda gigante do mundo, dizem, elas foram. Óbvio que eu jamais subiria naquilo😱 e óbvio, fiquei dando uma volta e vendo mais gente indescritível. O parque de diversão é daqueles típicos que vemos em filmes C americanos, igualzinho !! Daqueles que têm casal apaixonado brincando de tiro ao alvo pra ganhar bichinho de pelúcia! Mas tem também perseguição dentro do trem fantasma, a mocinha é assassinada pelo mocinho psicopata, o sangue é de catchup… me lembrei do clássico trash “Pague para entrar, reze para sair”, já viram😈? Foi divertido . O que me irritou de verdade foi a volta. Perdidas numa das baldeações do metrô, ficamos dentro daquele túnel fumacento e quente um tempão, sem saber o rumo tomar. Até que saímos do buraco e pegamos um táxi para casa!! Ufa!!! Ufa?? Bem, como já era tarde da noite, resolvi fazer um macarrãozinho e tomar um vinho para relaxar. Tudo fechado em volta, me restou entrar num boteco de quinta, de quinta mesmo (se lembram do parque da beach?). Lá dentro, 4 homens silenciosos, assistiam televisão. Perguntei para o dono, de aparência latina, no meu inglês de quinta: – do you have wine?
– hã?
– do you have wine? (caramba, já to falando errado!!)
– hãããã?
Dai em meu socorro, sai o mais pinguço e franzino dos men e grita em espanhol:
– ELLA QUIERE VINO!!!
– hã!!!!
Ufa!! O senhor, mexicano, se empolgou. Me ofereceu duas garrafas: uma sauvignon e um merlot. Aconselhou o merlot,
“muy buono”.
Enfim, pasta cozida, com atum de latinha e azeite, abro meu aguardado vino. E já no primeiro gole constato: não vai rolar o relax!! É péssimo !! Leio finalmente o rótulo: vinho misturado com água e açúcar. Hãããã?? 🍎❤️💃🏽

**Elisa Mattos é jornalista e escritora, autora do livro de poemas Meu Reverso. Fez a primeira visita à Nova York em 2015 na companhia das duas filhas. Adora viagens, aventuras leves e vinhos, é claro, mas dispensa os adocicados com fervor.


Texto da Jornalista Elisa Mattos e no site abaixo tem mais sobre a criadora de palavras ,tem poesia crônicas e contos.
/https://www.elisamariamattos.com/