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Trecho de uma pequena aventura

🍎A saga continua👣👣👣
Nosso domingo começou ótimo e acabou bem mais ou menos. Mas na média, foi um good sunday. 🌻
O show do coral do Harlem foi sensacional!! E o meu showzinho particular?? Botaram alguma coisa no meu suco de laranja, só pode. As imagens não mentem e estão aí, pra quem quiser ver. Fazer o que?💃🏽✨ depois fomos circular pela 5a Av. As meninas foram visitar a Madame Tussauds e eu, que não tava a fim de ver gente de cera, fiquei sentada num café vendo a correnteza de gente de verdade, que não para nunca. E é cada gente mais gente que a outra, cada uma mais indescritível que a outra😎. Depois pegamos o trem para ver o mar. Longe pra caramba mas fazendo vontade de filha! Coney Island beach. É que lá, tem a maior roda gigante do mundo, dizem, elas foram. Óbvio que eu jamais subiria naquilo😱 e óbvio, fiquei dando uma volta e vendo mais gente indescritível. O parque de diversão é daqueles típicos que vemos em filmes C americanos, igualzinho !! Daqueles que têm casal apaixonado brincando de tiro ao alvo pra ganhar bichinho de pelúcia! Mas tem também perseguição dentro do trem fantasma, a mocinha é assassinada pelo mocinho psicopata, o sangue é de catchup… me lembrei do clássico trash “Pague para entrar, reze para sair”, já viram😈? Foi divertido . O que me irritou de verdade foi a volta. Perdidas numa das baldeações do metrô, ficamos dentro daquele túnel fumacento e quente um tempão, sem saber o rumo tomar. Até que saímos do buraco e pegamos um táxi para casa!! Ufa!!! Ufa?? Bem, como já era tarde da noite, resolvi fazer um macarrãozinho e tomar um vinho para relaxar. Tudo fechado em volta, me restou entrar num boteco de quinta, de quinta mesmo (se lembram do parque da beach?). Lá dentro, 4 homens silenciosos, assistiam televisão. Perguntei para o dono, de aparência latina, no meu inglês de quinta: – do you have wine?
– hã?
– do you have wine? (caramba, já to falando errado!!)
– hãããã?
Dai em meu socorro, sai o mais pinguço e franzino dos men e grita em espanhol:
– ELLA QUIERE VINO!!!
– hã!!!!
Ufa!! O senhor, mexicano, se empolgou. Me ofereceu duas garrafas: uma sauvignon e um merlot. Aconselhou o merlot,
“muy buono”.
Enfim, pasta cozida, com atum de latinha e azeite, abro meu aguardado vino. E já no primeiro gole constato: não vai rolar o relax!! É péssimo !! Leio finalmente o rótulo: vinho misturado com água e açúcar. Hãããã?? 🍎❤️💃🏽

**Elisa Mattos é jornalista e escritora, autora do livro de poemas Meu Reverso. Fez a primeira visita à Nova York em 2015 na companhia das duas filhas. Adora viagens, aventuras leves e vinhos, é claro, mas dispensa os adocicados com fervor.


Texto da Jornalista Elisa Mattos e no site abaixo tem mais sobre a criadora de palavras ,tem poesia crônicas e contos.
/https://www.elisamariamattos.com/


Cursos sobre Vinhos

Geralmente pessoas que acompanham a confraria me pedem indicações de cursos sobre vinhos. Então, vou comentar sobre alguns, mas já adianto que temos uma grande variedade de escolas, porém nesses espaços você não encontra muita pluralidade de público.

Vou começar falando da Wset, uma escola de origem inglesa, voltada para apreciadores de vinho e profissionais que desejam aprimorar seus conhecimentos. A Wset está presente em vários países, inclusive aqui no Brasil, onde temos duas escolas que oferecem esses cursos que são: a Eno Cultura e a The Wine School. Esses cursos são de moldes europeus e exploram os aromas clássicos, como a groselha por exemplo. É um curso importante para o profissional principalmente porque dá certificado internacional.

O curso tem 3 níveis. O primeiro apresenta aspectos básicos. O segundo tem foco em uvas e climas. E o terceiro reforça os conteúdos dos dois primeiros níveis e aborda outros estilos de vinhos. Além disso, esse curso também é procurado por profissionais que trabalham no ramo de trade.

Outra escola que vale muito a pena conhecer é o Ciclo das Vinhas, da sommeliérie Alexandra Corvo, que é pioneira no ramo educacional de vinhos no Brasil. O meu contato com a Alexandra foi somente o profissional, e considero suas aulas super fáceis de entender porque ela usa uma linguagem simples. O ciclo oferece aulas de um dia, que são bem esclarecedoras, e também tem cursos de formação profissional que duram mais tempo. Quem tiver a oportunidade de conhecer a escola verá uma biblioteca só de livros de vinho.

A instituição Senac, presente em todo o Brasil, tem formação de profissional de sommelier com um curso de 144 horas. Esse foi o primeiro curso que fiz na área, e foi um divisor de águas para minha vida profissional. Trata-se de um curso bem didático com bastante degustações e bons professores. E o melhor de tudo é que oSenac oferece uma boa estrutura. O Senac oferece também curso básico introdutório, para iniciantes e apreciadores de vinho.

Eu já fiz cursos em todas as escolas citadas acima e recomendo. E também há outra instituição bem conhecida no meio que é Abs – Associação brasileira de Sommelier. Referência no Brasil, essa escola também é pioneira no ramo educacional. Apesar do reconhecimento dessa escola, eu nunca fiz um curso lá, porém acho válido citá-la nesse post. Caso você tenha interesse pesquise para verificar os cursos que eles oferecem.

Todas as escolas que eu citei acima estão fazendo, nesse momento pandêmico, cursos online, é só verificar a grade da escola disponível nos sites. Espero ter ajudado vocês e bons estudos.


Kemet e Vinho

Os encontros da Confraria das Pretas no momento estão acontecendo online. As confraternizações acontecem com vários temas diferentes e regados a vinho. O encontro do mês de outubro foi sobre Kemet, eu ainda estou impactada com ele e por esse motivo resolvi começar a escrever mais no blog.

Mesmo o encontro sendo online deu para transmitir muito afeto entre os participantes. Convidei a professora e historiadora especialista em relação étnicos raciais Mônica Faria, para dialogar com a gente. Ela nos contou que os Keméticos já produziam vinho bem antes do famoso Deus Baco existir.

Kemet é o verdadeiro nome do Egito, país que se localiza no norte da África. Os keméticos foram os primeiros, digamos assim a sistematizar o conhecimento. Foram os primeiros pensadores, os primeiros astrólogos e também os primeiros a fazerem o vinho e a comercializá-lo. Em kemet, o solo era bastante fértil, o que permitia o cultivo das videiras, com isso eles produziam os próprios vinhos e os deixavam reservados em ânforas. As safras ficavam inscritas nas ânforas. A professora Mônica compartilhou com a gente, fotos sobre a descoberta arqueológica de uma tumba em que fora encontrada ânforas com vinhos tintos e vinho branco.

E foi através dessas falas que nós, pretas e pretos, fomos nos acolhendo e ouvindo um ao outro. Essa conversa aconteceria regada a vinho, mas eu quis fazer uma provocação com uma degustação de espumantes que sempre vi ligado às pessoas brancas. Quem dialogou nessa degustação foi a convidada Antônia Cruz, mas conhecida como afrommeliére, a qual nos ajudou a escurecer esse dialogo rico, potente e descolonizador, tendo o vinho como testemunha.

Os encontros da Confraria acontecem uma vez ao mês e nesse período pandêmico está sendo realizado online.